Syphon Filter: Logan’s Shadow de volta ao PS2
Você sabe quem é Gabe Logan? Se disser que não, tudo bem, você faz parte dos 90% dos cidadãos do mundo. Mas você já jogou Syphon Filter no PSOne 10 anos atrás. Então, para quem ainda esquece da existência de Logan, a “sua sombra” está chegando no PS2
Syphon Filter: Logan’s Shadow é o mesmo jogo lançado para PSP em 2007 e será lançado dia 1º de junho. Na versão de “tela grande”, o game contará com novidades, graças aos recursos do Dual Shock 2, como um botão para cobertura e uma função interessante de mira.
E para que você não esquecer mais da existência de Gabe Logan, também será lançada uma “graphic novel” digital na Playstation Store. E para não deixar esta matéria menos clichê, então toma a frase que não deveria ficar de fora: “O Playstation 2 ainda não morreu”. Por isso, aproveite!
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Capitão Blue é um senhor de idade, barrigudo e de cabelos brancos vestindo uma roupa azul bem apertada. Os vilões são caricatos, dentre eles encontramos um morcego da nobreza, um rinoceronte parrudo e que adora cantar, um tubarão com problemas de dicção e um pequeno demônio, tão convencido quanto o herói principal. Os gráficos são bonitos e bem diferentes, o uso do cel-shading merece destaque, os contornos são grossos, os personagens baixinhos e cabeçudos e o jogo abusa de tonalidades de cores bem fortes. O nível dos detalhamentos também ficou bom, ao socar os inimigos você pode notar as partes do seu corpo se desmontando (no caso dos robôs) e ao utilizar o “Zoom” pode se perceber toda a atenção dada ao cenário. Biscoito fino.
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A falta de criatividade chegou ao mundo dos games. Jogos cada vez mais genéricos e com pouca originalidade vem se tornando uma verdadeira praga com a qual os jogadores precisam lidar. Graças a Deus a Clover Studio foi, durante seu período de vida, um antídoto para tal problema
Contando com um portfólio invejável, o estúdio é responsável pelo genial Okami, o desafiador God Hand e pela série Viewtiful Joe, que fez seu debut no Playstation 2 e Nintendo Game Cube.
Em Viewtiful Joe conhecemos Joe, um jovem viciado em filmes de ação protagonizados pelo, já idoso, Capitão Blue, um herói que, pelo visto, já teve dias melhores e agora se contenta em criar filmes meia boca e que atraem cada vez menos público. Como fã número um do velhinho, Joe está no cinema,
acompanhado da apaixonada Silvia, para assistir ao mais novo filme do herói. Mas é claro que Silvia está interessada em outra coisa e logo ela se vê brigando pela atenção de Joe, que só tem olhos para a telona.
Eis que algo inesperado acontece e o cinema se torna campo de batalha entre Capitão Blue e seus inimigos que misteriosamente conseguiram vir ao nosso mundo. Os vilões raptam Silvia e a levam para a terra dos filmes, conhecida como “Movieland”. No meio de toda essa confusão Capitão Blue, já a beira da morte, faz com que Joe seja levado também para dentro da tela de cinema com a missão de salvar Silvia, derrotar os vilões e garantir o final feliz.
É essa premissa, completamente louca e incrivelmente engraçada que Viewtiful Joe reserva aos jogadores. O jogo é um típico side scroll. Você anda, pula, bate, coleta itens e se prepara para enfrentar um chefe no final da fase e avançar para o próximo nível. Mas aqui algumas ideias bem originais fazem com que o jogo se destoe dos demais.
Joe se torna um super herói, e como tal deve possuir super poderes. Mas você está dentro de um filme de cinema, lembra?
Joe pode usar o efeito “Slow Motion” para tornar as coisas mais lentas e com isso escapar de projéteis, desviar de golpes, aumentar o alcance no lançamento de foguetes e outras possibilidades. O efeito “Mach Speed” faz com que o herói se torne incrivelmente rápido, sendo útil na ativação de dispositivos cronometrados, causando maior dano aos inimigos e até apagando chamas. O “Zoom” permite a Joe desferir golpes mais potentes e enxergar pequenos detalhes no cenário.
Todos consomem uma barra chamada “VFX Meter”, localizada no topo da tela e que se regenera automaticamente. Caso a barra chegue ao fim Joe perde seus poderes e se torna um humano comum por algum tempo até que a barra se regenere o bastante para que o garoto se transforme novamente. O que faz com que o jogador faça um uso comedido dos poderes para não acabar encrencado.

É o uso destes poderes para derrotar os inimigos e resolver os mais diversos quebra-cabeças ao longo do jogo que torna Viewtiful Joe tão original e brilhante. Alguns inimigos se movem rápido demais e apenas utilizando o “Slow Motion” você será capaz de desviar de seus golpes e contra atacar. Outros exigem golpes mais fortes, sendo necessário o “Zoom” para quebrar sua defesa. E que tal o momento em que você precisa dar um gancho bem forte na base de foguete (use o Zoom para isso) e ainda utilizar o “Slow Motion” para garantir uma boa propulsão e lançar o foguete alto o suficiente para que você possa passar pelo caminho bloqueado? Estas são apenas algumas das combinações que o game exigirá ao jogador caso queira avançar na aventura.
A jogabilidade é simples e a resposta é bem rápida. Apesar dos diversos comandos, cada um deles nos é apresentado conforme progredimos no game, permitindo que o jogador esteja bastante familiarizado ao controle antes de dominar uma nova técnica. Os personagens são carismáticos e impossíveis de serem esquecidos. Joe merece um parágrafo a parte. O herói é incrivelmente convencido, adora tirar sarro de seus inimigos e fazer poses extravagantes. Quando Capitão Blue lhe confere o “V-Watch”, que lhe garante sua transformação, ele diz a Joe que para se transformar em super herói é preciso pronunciar a palavra “Henshin” (transformação em japonês). O nosso amigo não se contenta a acaba transformando isso no seu bordão: “Henshin a go-go, baby!”
A parte sonora é incrivelmente bem feita. As músicas são bem agitadas, ajudando a manter o clima de ação do começo ao fim. As dublagens são ótimas, as vozes combinam perfeitamente com os personagens e conseguem transmitir toda a sua personalidade. Joe fala bastante, e até mesmo durante a pancadaria é possível ouvi-lo soltar algumas frases. O mais impressionante foi o cuidado dado a elementos como os tiros de canhões, hélices de helicópteros, e explosões. Ao entrar em “Slow Motion” é possível perceber a distorção no som do disparo das balas, hélice ou o detonamento das bombas.
O jogo é tão divertido que você irá terminá-lo diversas vezes só porque é legal. E para garantir ainda mais o fator Replay o pessoal da Clover garantiu a participação de Dante, que é destravado após terminar o game pela primeira vez. O caçador de demônios da série Devil May Cry protagoniza sua própria aventura, que segue pelo mesmo caminho de Joe, contando apenas com algumas mudanças na fala dos personagens. Controlar Dante em sua versão caricata, descarregando sua arma e fatiando inimigos enquanto corre para salvar Trinity é sensacional.
Com uma mecânica criativa e jogabilidade sólida, personagens carismáticos, gráficos acima da média e um bom fator Replay, Viewtiful Joe traz o velho estilo 2D dos jogos de plataforma e lhe adiciona algumas modernidades e novidades muito bem vindas se tornando peça indispensável na coleção de todo jogador. Se está cansado dos jogos genéricos e deseja algo um pouco mais ousado então dê uma chance a Joe, garanto que não irá se arrepender. A Clover Studio se foi em 2006. Deixou saudades e um belo legado.
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Bully - Seu dia de valentão chegou!
Verdade seja dita. Por mais pacífico que você seja, em um dia pelo menos você teve vontade de enfiar a cabeça de um bobão na privada. Bom, com Bully isso é possível
Quase todos nós adoramos GTA. Sua história e violência são alguns dos aspectos mais admirados por quem gosta do “jogo livre” da Rockstar. Mas sempre me perguntava quando jogava ainda meu GTA III em meu velhinho K6-2, travando que só: e se esse maluco quedirige feito doido e mata todo mundo tivesse um filho, como ele seria?
Se formos levar Bully pelo lado mais “inocente” da parada, se tiver tal lado inocente, diria que o game serve para relembrar seus tempos de travessuras na escola, como por exemplo, arrumar briga, soltar bomba no banheiro ou passar a mão na bonitona da escola. Claro, se você não viveu nada disso, poderá se divertir ao fazer coisas que nunca passaram por sua cabeça nestes tempos.
Jimmy irá frequentar vários tipos de aula ou matar todas elas. Mas para que ele possa cumprir
todas as tarefas do jogo é bom dar uma de aluno aplicado e participar da maioria, pelo menos. Como isso? Não posso matar aulas? Calma que explico. Se Jimmy é um assíduo aluno de química e for bem aos exames, ele poderá fazer muitas criações explosivas escola afora; indo bem em artes, será um Don Juan de primeira e por aí vai...
O game apresenta 5 capítulos, mais um sexto que pode ser jogado após “zerar” o game, que serve apenas para atingir os 100%. Isso inclui as missões secundárias que podem ou não serem jogadas. As missões começam na escola e no decorrer do game, a cidade também fica disponível. O gráfico é lindo. Como a Rockstar tem prazer em caprichar em seus games, os cenários são bem feitos e diversificados e
os personagens também variam muito, com expressões realistas e bem definidas.
Som também é algo que a Rockstar sempre manda muito bem e Bully tem uma ótima trilha sonora, assim como efeitos sonoros de primeiríssima qualidade e vozes perfeitas, que se encaixam muito bem a personalidade de cada aluno. Controlar Jimmy também é tarefa das mais agradáveis. Respostas instantâneas fazem parte da jogabilidade perfeita e com o passar das missões, novas habilidades são destravadas, como até o manuseio de armas - acalme-se, arma em Bully significa taco de baseball ou estilingues, nada de metralhadoras por aqui. Aliás, como falamos em participar das aulas para melhorar atributos, participe das aulas de Educação Física e melhore ainda mais o que já é ótimo. Fica a dica.
O realismo também é demonstrado pelas reações de Jimmy. Como o jogo tem transição de dia para a noite, insista em deixá-lo acordado muitos dias e quando menos esperar, seu personagem desmaiará de sono em qualquer lugar. Um game como Bully é visto, infelizmente, apenas pela violência e aspectos de um personagem problemático. Parece que estes games não têm história. Um filme pode contar a história de um psicopata numa boa e um juiz exibido adora proibir este tipo de jogo. Mas nada dessa polêmica inútil tira um brilho de um game bem trabalhado e que conta uma história diferente.
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